Internacionalização na UPE através da experiência de um estudante do GCUB na Escola Politécnica de Pernambuco – POLI/UPE
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Resumo
O conceito de internacionalização tornou-se essencial para o crescimento e expansão em nosso ambiente cada vez mais globalizado. Quando aplicada a instituições de ensino, o principal objetivo da internacionalização é transformar a instituição internamente, em vez de apenas expandir o seu alcance geográfico (Tanhueco-Nepomuceno, 2019). A Universidade de Pernambuco (UPE), fundada em 1965, visa ser uma universidade autônoma, pública e inovadora, atendendo às demandas locais e globais com um compromisso com o ensino, pesquisa e extensão (UPE, 2023). Como afirma Tanhueco-Nepomuceno (2019), a mobilidade estudantil tem sido um elemento estratégico na internacionalização de instituições, e na UPE não é diferente. Entre 2017 e 2019, foram documentados 24 estudantes de entrada (MOB-IN) e 23 estudantes de saída (MOB-OUT) em programas de mobilidade acadêmica, predominantemente estudantes de graduação (ARI POLI, 2019). Por meio do acordo bilateral de cooperação com o Grupo de Cooperação Internacional das Universidades Brasileiras (GCUB), ocorreu o MOB-IN de 14 estudantes entre 2022 e 2023 na instituição (UPE, 2022, 2023). Dessa forma, a universidade possui 54 acordos em vigor com instituições em quatro continentes (UPE, 2023). Além disso, em 2021, a UPE foi incluída no Ranking Mundial de Universidades, e em 2022, investiu R$ 1,684,673,07 para 23 projetos de internacionalização alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), oportunizando um convite para participar na Pesquisa COBRADI, que examina o papel do Brasil na cooperação internacional de desenvolvimento global (UPE, 2023b). Este estudo avaliou o estado atual da internacionalização da UPE a partir da perspectiva de um estudante GCUB na unidade da Escola Politécnica de Pernambuco (POLI/UPE) e pretende explorar como a administração da universidade pode estabelecer um sistema forte que possa ser visível a todos os seus stakeholders. O estudo caracteriza-se como exploratório e descritivo, analisando diversos documentos, como o Plano de Desenvolvimento Institucional, o site institucional, o canal no YouTube do Conselho de Relações Internacionais, memorandos, agendas e relatórios relacionados à internacionalização na POLI e UPE. Além disso, foram realizadas entrevistas semiestruturadas de 45 minutos com três (3) funcionários seniores da Diretoria de Relações Internacionais da UPE, um Professor Sênior do Gabinete de Relações Internacionais (ARI-POLI) e o Coordenador de Apoio Pedagógico e Psicossocial Centro (NAPSI), ambos na POLI, para recolher as suas percepções e opiniões sobre os programas de mobilidade internacional da UPE. O estudo segue o modelo de ciclo de internacionalização proposto por Knight (1994), focando em sete fases: consciência, compromisso, planejamento, estrutura, operacionalização, avaliação e reconhecimento. As conclusões destacam as diferenças no ciclo de internacionalização no que se refere às ações concluídas e às necessidades futuras. O processo de internacionalização da UPE ainda está amadurecendo para alcançar o reconhecimento internacional. Nem todas as fases do ciclo de internacionalização estão plenamente concluídas. Em termos de conscientização, as diferentes partes interessadas reconheceram a - - importância da internacionalização de acordo com a visão da instituição e ofereceram todo o apoio a todos os níveis e em toda a instituição, assentindo também que a internacionalização leva tempo e requer esforços consistentes. Os administradores seniores estão empenhados em abordar a questão e oferecer apoio em todo o conselho e em todos os níveis da instituição. Na fase de planejamento, as decisões estratégicas e os objetivos relacionados com a internacionalização são claramente definidos no plano estratégico 2023-2026, mas não são totalmente integrados nos processos principais da universidade. Em termos de serviços de apoio e instalações, a universidade ainda não oferece um suporte sistematizado para o acolhimento dos estudantes internacionais, principalmente no
que se refere a acomodações acessíveis, documentações necessárias e aulas de língua portuguesa. - Na fase de estruturação, a criação de uma Direção de Relações Internacionais visa reforçar a presença internacional da universidade. Na fase de operacionalização, a internacionalização é altamente visível, sobretudo em programas acadêmicos, pesquisa e colaborações. No entanto, a falta de um sistema e de uma política de acompanhamento sistemáticos para monitorizar o envolvimento nas iniciativas de internacionalização continua a ser um problema importante. A inclusão da UPE na pesquisa COBRADI em 2022 marcou um passo significativo para a formalização das ações de internacionalização, embora algumas unidades, como a POLI/UPE, já tenham documentado esses esforços através de formulários para a ARI/POLI. Os esforços de internacionalização da universidade não são um objetivo institucional primário e carecem de financiamento dedicado. O foco tem sido principalmente em grupos de pesquisa e programas, que não são amplamente divulgados dentro da universidade. Os processos de mobilidade dependem de investimentos externos e são desiguais em diferentes cursos e regiões, especialmente dada a configuração multi campus da instituição e a proporção entre estudantes de graduação e de pós-graduação. A universidade não está totalmente preparada para a integração internacional, com currículos limitados e sem um esquema formal de avaliação para monitorar as iniciativas de internacionalização. Apesar destes desafios, a universidade apresentou pontos fortes, como a internacionalização presente na sua visão e missão, as partes interessadas reconhecendo sua importância, e um compromisso claro de todos os stakeholders institucionais para dedicar seu tempo e energia a projetos de internacionalização. -Há um plano estabelecido para a implementação da internacionalização, serviços de apoio de entrada e saída dos alunos supervisionados por pessoas com uma mentalidade global, fortes parcerias estratégicas internacionais com 54 acordos ativos (apesar de apenas 4 plenamente ativos) com instituições internacionais, e um projeto ativo de expansão da comunidade também se destacam. Para reforçar a internacionalização na UPE, o estudo recomenda - as seguintes ações: estabelecimento de orientações claras para a internacionalização na instituição e suas unidades, descrevendo missões, objetivos, valores e ambições para melhorar as suas políticas atuais; - ampliação dos recursos humanos dedicados à área e a criação de uma fundação para coordenar projetos internacionais; promoção e avaliação do processo de internacionalização; redistribuição dos recursos para apoiar serviços, infraestruturas, desenvolvimento de professores, programas de divulgação e projetos de capital para reforçar os esforços internacionais; e apoio no estabelecimento e acolhimento dos estudantes internacionais como uma cultura institucional. As parcerias para além das bolsas de estudo com o programa PROLINFO também devem ser ampliadas.
que se refere a acomodações acessíveis, documentações necessárias e aulas de língua portuguesa. - Na fase de estruturação, a criação de uma Direção de Relações Internacionais visa reforçar a presença internacional da universidade. Na fase de operacionalização, a internacionalização é altamente visível, sobretudo em programas acadêmicos, pesquisa e colaborações. No entanto, a falta de um sistema e de uma política de acompanhamento sistemáticos para monitorizar o envolvimento nas iniciativas de internacionalização continua a ser um problema importante. A inclusão da UPE na pesquisa COBRADI em 2022 marcou um passo significativo para a formalização das ações de internacionalização, embora algumas unidades, como a POLI/UPE, já tenham documentado esses esforços através de formulários para a ARI/POLI. Os esforços de internacionalização da universidade não são um objetivo institucional primário e carecem de financiamento dedicado. O foco tem sido principalmente em grupos de pesquisa e programas, que não são amplamente divulgados dentro da universidade. Os processos de mobilidade dependem de investimentos externos e são desiguais em diferentes cursos e regiões, especialmente dada a configuração multi campus da instituição e a proporção entre estudantes de graduação e de pós-graduação. A universidade não está totalmente preparada para a integração internacional, com currículos limitados e sem um esquema formal de avaliação para monitorar as iniciativas de internacionalização. Apesar destes desafios, a universidade apresentou pontos fortes, como a internacionalização presente na sua visão e missão, as partes interessadas reconhecendo sua importância, e um compromisso claro de todos os stakeholders institucionais para dedicar seu tempo e energia a projetos de internacionalização. -Há um plano estabelecido para a implementação da internacionalização, serviços de apoio de entrada e saída dos alunos supervisionados por pessoas com uma mentalidade global, fortes parcerias estratégicas internacionais com 54 acordos ativos (apesar de apenas 4 plenamente ativos) com instituições internacionais, e um projeto ativo de expansão da comunidade também se destacam. Para reforçar a internacionalização na UPE, o estudo recomenda - as seguintes ações: estabelecimento de orientações claras para a internacionalização na instituição e suas unidades, descrevendo missões, objetivos, valores e ambições para melhorar as suas políticas atuais; - ampliação dos recursos humanos dedicados à área e a criação de uma fundação para coordenar projetos internacionais; promoção e avaliação do processo de internacionalização; redistribuição dos recursos para apoiar serviços, infraestruturas, desenvolvimento de professores, programas de divulgação e projetos de capital para reforçar os esforços internacionais; e apoio no estabelecimento e acolhimento dos estudantes internacionais como uma cultura institucional. As parcerias para além das bolsas de estudo com o programa PROLINFO também devem ser ampliadas.
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Seção
Engenharia Civil