Avaliação do Canal Interno do Porto de Suape: experiências com a extensão tecnológica

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Jônata Faustino dos Santos
Ana Regina Lima Uchôa de Moura
Alisson Roberto Olimpio Camelo
Alexander Roberto Olimpio Camelo
Irami Buarque do Amazonas

Resumo

A expansão do comércio internacional tem induzido os portos marítimos operarem em um mercado competitivo, com o tamanho dos navios acompanhando esse crescimento, e os terminais, equipamentos e profundidade requerida tendendo a adequar-se a essa evolução. Atualmente, o Porto de Suape busca se tornar um hub port em contêineres, investindo na implantação de um novo terminal de uso privado (TUP) – Maersk Suape (SUAPE, 2024; Alves da Silva et al., 2023). Para tanto, estudos das condições em terra, em mar e ambientais é uma prática imprescindível para atender à política de zoneamento com vista ao desenvolvimento sustentável, seja para a implantação de novo terminal ou para a realização de obras de dragagem. A relevância deste projeto é decorrente da necessidade do estudo hidrodinâmico para executar dragagem do canal de acesso e a construção do novo TUP, garantindo minimizar impactos ambientais decorrentes dessas atividades. Outrossim, novas tecnologias de processamento de dados permitem-nos compreender sistemas complexos — tal é o caso da hidrodinâmica costeira. Este projeto de extensão visa capacitar os participantes nessas novas tecnologias para a análise da hidrodinâmica no canal de acesso interno do Porto de Suape, ao utilizar de modelagem de elementos finitos e de análise estatística com modelos híbridos e de aprendizado de máquina (machine learning) para predição de dados meteoceanográficos. A contribuição social abrangente envolve além da capacitação, pesquisa e extensão com o público-alvo de alunos de engenharias (30 alunos); comunidade do entorno de Suape que sobrevive da pesca artesanal; fauna marinha; Autoridade Portuária; entidades ambientais; profissionais do Porto Suape; operadores portuários; e armadores, de modo a contribuir para os ODSs da ONU (ODS 4: Educação de qualidade; ODS 8: Trabalho decente e crescimento Econômico; ODS 9: Indústria, Inovação e Infraestrutura; ODS 14: Vida na Água - Conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável). O projeto envolveu duas etapas: o curso de capacitação e a imersão na empresa parceira (Porto de Suape) para o desenvolvimento da atividade de extensão tecnológica. A capacitação dos participantes ocorreu através do curso “Introdução à hidráulica marítima e ao uso das tecnologias inteligentes”, alinhado às demandas de mercado em conjunto com o setor portuário, a qual resultou na melhoria da formação para empregabilidade, já que esta é uma área de atuação que necessita de profissionais especialistas. Os dados meteoceanográficos, disponibilizados pelo Porto de Suape, foram analisados e filtrados para remover os dados ausentes e inconsistentes. Na análise estatística, foi implementado modelo de regressão híbridos e de machine learning para a gerar um modelo preditivo. Na sequência foi possível selecionar as variáveis alvo e as variáveis exógenas para otimizar a previsão do modelo ARIMA. Contudo, na tentativa de testar o modelo preditivo (machine learning), o Google Colab (Vishakha Lall, 2024; Carneiro et al., 2018) atingiu o limite de memória RAM, interrompendo a operação, não sendo possível a verificar a previsão e a precisão dos resultados. Na modelagem por elementos finitos, foi utilizado o software SisBaHiA - Sistema de Base Hidrodinâmica Ambiental - desenvolvido pela COPPE/UFRJ, processado interligado aos softwares SURFER e GRAPHER. Inicialmente, conseguiu-se estabelecer as condições geométricas locais, esboçando malha e batimetria e com dados meteoceanográficos das estações para a interpolação do comportamento à malha. Criou-se o modelo hidrodinâmico, considerando: variáveis de velocidade em algumas das seções a montante do canal; conjunto de dados de vento para o intervalo de 2021 a 2024; e constantes harmônicas de maré. Apesar dos softwares utilizados apresentares especificações e restrições que limitam o uso, os resultados obtidos demonstram a possibilidade da aplicação de modelos hidrodinâmicos na análise do comportamento hidrodinâmico em corpos hídricos. A capacitação e as análises para o canal interno do porto de Suape realizaram importante papel na formação dos participantes, embora o tempo previsto em projeto (3 meses) seja insuficiente para uma completa elaboração, enseja-se desenvolvimentos futuros.

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Seção
Engenharia Civil