Manifestações patológicas em fachadas de edificação histórica: Estudo de Caso da Igreja da Madre de Deus no Recife-PE
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Resumo
As edificações devem satisfazer às necessidades dos usuários, entretanto, para tal, atividades de manutenção devem ser realizadas para contribuir com a sua durabilidade. A manutenção e conservação de edificações históricas são essenciais para preservação do patrimônio cultural e histórico (Rocha, Carneiro, Monteiro, 2023). A fachada é o componente que reveste o edifício, protegendo-o contra agentes externos que podem prejudicar seu desempenho. Sendo assim, a execução de atividades de manutenção eficazes são fundamentais para a conservação desse sistema, pois ajudam a garantir sua durabilidade e a prevenir o agravamento de falhas (Costa et al., 2024). Mazer et al. (2016) verificaram que existem indícios de que a direção geográfica das fachadas e a ocorrência de manifestações patológicas possuem uma relação, contudo, fatores ambientais, como incidência de chuvas e variação de temperatura devem ser analisados para avaliar a conexão. O mapa de danos oferece uma visão detalhada das anomalias mais frequentes e críticas, facilitando a identificação das áreas que necessitam de intervenção urgente. Isso permite que decisões mais precisas sejam tomadas para as ações de restauro. (Bersch et al., 2020; Rocha, Carneiro e Monteiro, 2023). Este estudo teve como objetivo analisar a ocorrência de manifestações patológicas das fachadas da Igreja Madre de Deus, edificação religiosa tombada na esfera federal, localizada em Recife/PE, possibilitanto direcionar as atividades de manutenção necessárias. Para tal, foram realizadas pesquisas acerca do histórico da edificação, vistorias técnicas, desenvolvimento dos croquis de cada fachada, a fim de registrar as manifestações patológicas identificadas, bem como registros fotográficos. Após a analise dos dados obtidos, foram desenvolvidos os mapas de danos de cada orientação da envoltória. Para quantificar a incidência de anomalias, foi calculada a relação entre a área cometida e a área total de cada fachada para cada falha e foi sobreposta uma malha de 0,25m² para o cálculo do Fator de Danos corrigido (FDc), índice que informa o grau de incidência de uma determinada manifestação patológica, adaptado dos estudos de Silva (2014) e Santos (2018). Por meio de testes estatísticos, análise de variância (ANOVA) e teste de independência qui-quadrado, verificou-se se a ocorrência de manifestações patológicas foi influenciada pelo posicionamento geográfico da fachada. A fachada Leste apresenta os maiores valores de FDc, enquanto a fachada Sul possui o maior percentual de área acometida. Essa divergência entre os métodos é decorrente da possibilidade de contabilizar as áreas afetadas por fissuras pelo FDc. Tanto o simples levantamento de áreas quanto o FDc possibilitaram concluir que as manifestações patológicas mais recorrentes foram sujidades/biofilme, manchas por umidade, deterioração da madeira e vandalismo. A análise estatística dos dados possibilita afirmar que o posicionamento da fachada interferiu na ocorrência de manifestações patológicas. A análise do mapa de danos sugere que as regiões salientes da fachada são as mais afetadas por falhas devido ao acúmulo de umidade e poeira. As regiões superiores, devido à dificuldade de acesso para manutenção, também apresentam um estado mais degradado que as demais. Apesar de não apresentar valores expressivos, o destacamento de material é uma anomalia que requer uma intervenção mais urgente por apresentar um risco aos transeuntes. Diante do exposto, o mapa de danos, associado ao levantamento de áreas acometidas e cálculo do FDc contribuiu para a análise das manifestações patológicas identificadas e para o embasamento das ações de manutenção necessárias, para que estas sejam assertivas. Em conclusão, a pesquisa realizada facilita a tomada de decisões sobre futuras obras de restauração e contribui para a valorização e conservação do patrimônio histórico e cultural, tanto no Recife quanto no Brasil.
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Seção
Engenharia Civil