Manifestações patológicas em fachadas de edificação histórica: Estudo de Caso da Igreja da Madre de Deus no Recife-PE

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Stephany Rodrigues
Willames Soares
Thulio Nascimento
Lydia Barreto
Eliana Monteiro

Resumo

As edificações devem satisfazer às necessidades dos usuários, entretanto, para tal, atividades de manutenção devem ser realizadas para contribuir com a sua durabilidade. A manutenção e conservação de edificações históricas são essenciais para preservação do patrimônio cultural e histórico (Rocha, Carneiro, Monteiro, 2023). A fachada é o componente que reveste o edifício, protegendo-o contra agentes externos que podem prejudicar seu desempenho. Sendo assim, a execução de atividades de manutenção eficazes são fundamentais para a conservação desse sistema, pois ajudam a garantir sua durabilidade e a prevenir o agravamento de falhas (Costa et al., 2024). Mazer et al. (2016) verificaram que existem indícios de que a direção geográfica das fachadas e a ocorrência de manifestações patológicas possuem uma relação, contudo, fatores ambientais, como incidência de chuvas e variação de temperatura devem ser analisados para avaliar a conexão. O mapa de danos oferece uma visão detalhada das anomalias mais frequentes e críticas, facilitando a identificação das áreas que necessitam de intervenção urgente. Isso permite que decisões mais precisas sejam tomadas para as ações de restauro. (Bersch et al., 2020; Rocha, Carneiro e Monteiro, 2023). Este estudo teve como objetivo analisar a ocorrência de manifestações patológicas das fachadas da Igreja Madre de Deus, edificação religiosa tombada na esfera federal, localizada em Recife/PE, possibilitanto direcionar as atividades de manutenção necessárias. Para tal, foram realizadas pesquisas acerca do histórico da edificação, vistorias técnicas, desenvolvimento dos croquis de cada fachada, a fim de registrar as manifestações patológicas identificadas, bem como registros fotográficos. Após a analise dos dados obtidos, foram desenvolvidos os mapas de danos de cada orientação da envoltória. Para quantificar a incidência de anomalias, foi calculada a relação entre a área cometida e a área total de cada fachada para cada falha e foi sobreposta uma malha de 0,25m² para o cálculo do Fator de Danos corrigido (FDc), índice que informa o grau de incidência de uma determinada manifestação patológica, adaptado dos estudos de Silva (2014) e Santos (2018). Por meio de testes estatísticos, análise de variância (ANOVA) e teste de independência qui-quadrado, verificou-se se a ocorrência de manifestações patológicas foi influenciada pelo posicionamento geográfico da fachada. A fachada Leste apresenta os maiores valores de FDc, enquanto a fachada Sul possui o maior percentual de área acometida. Essa divergência entre os métodos é decorrente da possibilidade de contabilizar as áreas afetadas por fissuras pelo FDc. Tanto o simples levantamento de áreas quanto o FDc possibilitaram concluir que as manifestações patológicas mais recorrentes foram sujidades/biofilme, manchas por umidade, deterioração da madeira e vandalismo. A análise estatística dos dados possibilita afirmar que o posicionamento da fachada interferiu na ocorrência de manifestações patológicas. A análise do mapa de danos sugere que as regiões salientes da fachada são as mais afetadas por falhas devido ao acúmulo de umidade e poeira. As regiões superiores, devido à dificuldade de acesso para manutenção, também apresentam um estado mais degradado que as demais. Apesar de não apresentar valores expressivos, o destacamento de material é uma anomalia que requer uma intervenção mais urgente por apresentar um risco aos transeuntes. Diante do exposto, o mapa de danos, associado ao levantamento de áreas acometidas e cálculo do FDc contribuiu para a análise das manifestações patológicas identificadas e para o embasamento das ações de manutenção necessárias, para que estas sejam assertivas. Em conclusão, a pesquisa realizada facilita a tomada de decisões sobre futuras obras de restauração e contribui para a valorização e conservação do patrimônio histórico e cultural, tanto no Recife quanto no Brasil.

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Seção
Engenharia Civil