Avaliação da Usabilidade em Tecnologias Assistivas para crianças com Transtorno do Espectro Autista
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Resumo
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é descrito como um transtorno do neurodesenvolvimento que causa alterações na comunicação, interação social e comportamento. O TEA é um grupo de distúrbios do desenvolvimento neurológico que se manifesta precocemente, caracterizado pelo comprometimento das habilidades sociais e de comunicação, além de comportamentos estereotipados (APA, 2013). De acordo com (Mello et al., 2013), o diagnóstico precoce desempenha um papel fundamental no TEA, pois permite intervenções precoces que podem significativamente melhorar o quadro clínico. Os primeiros sinais do TEA são frequentemente notados pelos pais ou cuidadores, e as dificuldades de comunicação são uma das principais preocupações (APA e Backes et al., 2013). A gravidade dos sintomas pode variar de leve a severa, o que determina o nível de suporte necessário para cada criança (Ribeiro et al., 2023 e Pimentel, 2013). Dada a diversidade e a complexidade dos comprometimentos observados em crianças com TEA, uma ampla variedade de tratamentos está acessível nos dias de hoje. Um deles é o uso da Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), que consiste em um sistema de comunicação que oferece uma ampla variedade de técnicas, recursos e estratégias para ajudar na interação (Mirenda, 2017). Esses recursos visam oferecer suporte e facilitar a comunicação e a interação de pessoas que enfrentam desafios comunicativos complexos, seja de forma temporária ou permanente. A tecnologia exerce um papel essencial na CAA, disponibilizando uma ampla variedade de dispositivos. Esses vão desde soluções de baixa tecnologia, como pranchas de comunicação com símbolos, até dispositivos de alta tecnologia, incluindo aplicativos de comunicação em tablets e computadores. A escolha do dispositivo adequado deve considerar as necessidades individuais do usuário, sua capacidade cognitiva e motora, bem como seu ambiente social e educacional (Camargo, 2019). Mas vale ressaltar que implementação da CAA apresenta diversos desafios. A seleção de dispositivos apropriados, o treinamento de usuários e cuidadores, bem como a integração da CAA na rotina diária, são fatores essenciais para garantir uma comunicação eficaz. Além disso, a facilidade de uso dos dispositivos de CAA é um fator fundamental para garantir a adesão e a eficácia da comunicação. Portanto, é indispensável analisar os métodos utilizados para avaliar a usabilidade e identificar falhas comuns que possam ser corrigidas para melhorar a experiência do usuário (Farias, 2014). Pois, quanto melhor a usabilidade das CAA, pode-se facilitar a comunicação para crianças com TEA, promovendo sua autonomia e participação na sociedade. A usabilidade se refere à facilidade com que um usuário pode aprender, operar e se beneficiar de um determinado produto tecnológico. No contexto das Tecnologias Assistivas (TA), a usabilidade torna-se ainda mais importante, pois assegura que essas tecnologias sejam verdadeiramente acessíveis e inclusivas para pessoas com diversas necessidades. As TA que são bem projetadas e de fácil uso podem diminuir a necessidade de suporte técnico durante a utilização, proporcionando maior conforto, satisfação e bem-estar aos usuários, o que impacta positivamente sua qualidade de vida em vários aspectos. Neste cenário, o estudo propõe uma análise dos principais métodos utilizados para avaliar a usabilidade das CAA, com o objetivo de identificar os tipos de falhas mais comum. De início, foi conduzida uma busca por trabalhos publicados em português e inglês que tratassem da devida temática, o que resultou em 27 trabalhos aptos a serem lidos integralmente e analisados para a extração de dados. Ao fim da análise, ficaram evidentes 3 principais métodos utilizados, sendo eles: Métodos de testes, que realizados por meio da interação com as ferramentas, é possível identificar falhas, barreiras e áreas de aprimoramento, assegurando que as tecnologias sejam realmente úteis e inclusivas, buscando revelar problemas de usabilidade que podem dificultar ou impedir o uso da tecnologia, e com base nos resultados dos testes, é possível realizar modificações e ajustes para tornar a tecnologia mais acessível para os usuários e fácil de usar. Já o método de inspeção de telas se destaca como um método fundamental na avaliação de elementos visuais na usabilidade de TA, especialmente no que se refere à interface do usuário. Esse método possibilita a detecção de falhas e inconsistências na interface onde o usuário interage, que ao serem diagnosticadas torna-se possível realizar as modificações necessárias para tornar a tecnologia mais acessível. Já o relato de experiência de usuário, é considerado essencial para corrigir erros de ferramentas já desenvolvidas e que não passaram por nenhum outro método de análise durante o processo de desenvolvimento. Os relatos dos usuários fornecem uma perspectiva real e autêntica das experiências alcançadas com a TA, revelando aspectos que podem ser aprimorados para que proporcione uma melhor usabilidade. Conclui-se que a proposta apresenta dados significativo que necessitam de atenção ao se pensar no desenvolvimento de uma TA, para que os problemas de usabilidade sejam mitigados.
Palavras-chave: Transtorno do espectro autista; Falhas de usabilidade; Educação Inclusiva; Crianças.
Referências
APA. American Psychiatric Association. 2013. Diagnostic and statistical manual of mental disorders. 5th ed. Washington (DC): American Psychiatric Association.
BACKES, B., Zanon, R. B., & Bosa, C. A.. (2013). A relação entre regressão da linguagem e desenvolvimento sociocomunicativo de crianças com transtorno do espectro do autismo. Codas, 25(3), 268–273.
CAMARGO, E. P. de. (2019). Design Centrado no Usuário: Análise de Sistemas de Apoio para Comunicação Alternativa. Revista Neurociências, 27, 1–17.
Farias, E., Silva, L., & Cunha, M. (2014). ABC AUTISMO: Um aplicativo móvel para auxiliar na alfabetização de crianças com autismo baseado no Programa TEACCH. In Anais do X Simpósio Brasileiro de Sistemas de Informação, (pp. 458-469). Porto Alegre: SBC
MELLO, Ana Maria S. Ros de; Andrade, Maria América; Ho, Helena; Souza Dias, Inês de; Retratos do autismo no Brasil, 1ª ed. 2013, São Paulo: AMA.
MIRENDA, P. (2017). Values, Practice, Science, and AAC. Research and Practice for Persons with Severe Disabilities, 42(1), 33-41.
PIMENTEL, Ana Gabriela Lopes. Autismo e escola: perspectiva de pais e professores – São Paulo, 2013. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Medicina de Universidade de São Paulo.
RIBEIRO, N. C. R., & Marteleto, R. M. (2023). O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais enquanto um dispositivo info-comunicacional. Encontros Bibli: Revista eletrônica De Biblioteconomia E Ciência Da informação, 28, 1–16.
Palavras-chave: Transtorno do espectro autista; Falhas de usabilidade; Educação Inclusiva; Crianças.
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Seção
Engenharia da Computação e Sistemas