AcompanhaHealth - Combate a epidemias através do acompanhamento de tratamentos fora do ambiente hospitalar/clínico
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Resumo
Com base nos Objetivos de Desenvolvimentos Sustentáveis (ODS) pelas nações unidas do Brasil, existe um apelo global em relação ao tópico 03 no que garante saúde e bem-estar. Na seção 3.3 que diz: “Que até 2030, acabar com as epidemias de AIDS, tuberculose, malária e doenças tropicais negligenciadas, e combater a hepatite, doenças transmitidas pela água, e outras doenças transmissíveis”. Com isso, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) relata que houve um aumento de até 3% de novos casos de tuberculose (TB) no mundo em 2021, visto que neste ano de 2021 estávamos com os olhares direcionados para Covid-19. No Brasil a luta contra a redução e detecção de novos casos de TB não para, hoje estamos entre os 13 países que vêm lutando para recuperar os casos de Tuberculose após Covid-19, cerca de 87.344 foram diagnosticados e tratados, isto representa 83% de detecção de pessoas com a doença. Pernambuco não está de fora, hoje está entre os 22 estados com maior índice de TB, em 2022 foram cerca de 4.986 casos novos, principalmente na região metropolitana de Recife que foram detectados (Prefeitura do Recife,2023). Diante desse cenário atual onde todos casos notificados requer um acompanhamento por parte das secretarias municipais de saúde, foi feito uma pesquisa de campo, em uma secretaria municipal de saúde, de uma cidade do agreste meridional pernambucano, onde em relatos pela secretaria municipal e equipe da epidemiologia, existia a dificuldade para acompanhamento do tratamento dos pacientes de TB, onde as secretarias tem por obrigação monitora todo esse tratamento em período de 6 meses. A equipe da epidemiologia da cidade relata que existem aplicações de controle de notificações, tais como o SINAN, SINAN WEB e IL-TB desenvolvidos pelo Ministério da Saúde do Brasil, porém nada voltado ao acompanhamento do tratamento desses casos, que hoje funciona de forma manual em parcerias com a atenção primária, Unidades básicas de Saúde e Epidemiologia. Dessa forma foi proposto prototipar uma solução com intuito de ajudar no acompanhamento do tratamento dos casos de tuberculose, fazendo assim uma avaliação pela secretaria municipal de saúde e equipe epidemiológica dessa cidade localizada no agreste meridional de Pernambuco. Inicialmente após essa análise foi feita uma entrevista em áudio, onde a secretária fala: “Hoje maior dificuldade não é a identificação desses pacientes mais, sim o monitoramento do seu tratamento para que venha ter êxito de cura, onde hoje tudo é manual e necessário vista da equipe epidemiológica as UBS’s”. a mesma relata suas dificuldades e de que modo a solução ajudaria a secretaria de saúde. Com isso após uma análise minuciosa da entrevista em áudio foi criado alguns fluxogramas que nos permitiram vislumbrar como implementar as necessidades da secretaria de saúde municipal que foram validadas por ela. A partir dessas descobertas, adotamos a abordagem Lean Startup para transformar a ideia em realidade. Baseando-nos nas hipóteses e nas necessidades dos usuários, definimos um protótipo com as principais funcionalidades, toda a prototipação foi feita utilizando a metodologia ágil Scrum, combinada com Extreme Programming (XP) que nos permitiu entregar rapidamente, com um design simples e focado nas necessidades do usuário, garantindo alta qualidade e adaptabilidade ao feedback contínuo, assim nasceu a plataforma AcompanhaHealth. Esse protótipo foi validado pela secretaria de saúde municipal e o setor epidemiológico na qual ficaram entusiasmado permitindo assim realizar todos teste no município após implementação e lançamento do primeiro MVP ( Produto Mínimo Viável), Na oportunidade tal protótipo foi apresentado também em uma disciplina de "Tópicos Especiais em Marketing, Empreendedorismo e Tecnologia da Informação" no Programa de Pós-Graduação em Engenharia da Computação(PPGEC) na Escola Politécnica de Pernambuco (POLI) para professor titular da disciplina, e três convidados, sendo eles empreendedores e consultor do SEBRAE-PE, que deram feedback importantes para evolução do projeto e do negócio. Até o momento como um trabalho em progresso foram desenvolvidas as funcionalidades de cadastro dos profissionais, pacientes, registro dos tratamentos, dashboard onde o usuário tem uma visão geral da situação epidemiológica do seu município. Como Trabalhos futuros, destacamos a finalização da aplicação com novos funcionalidades para lançamento do primeiro MVP logo após inserir um portal de conteúdo educativo a tuberculose e o tratamento, comunidade para conexão com outros usuários para compartilhar experiências e suporte mútuo, chat para que o paciente converse com o profissional no formato de Teleconsulta, apoio na gestão da cadeia de suprimentos com a administração da medicação e troca de substância, seguida pela fase de testes e validação com usuários do ecossistema.
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Seção
Engenharia da Computação e Sistemas