ONTOE-Down: Uma Ontologia para Apoio na Escolha e Customização de Ambientes Virtuais de Aprendizagem para auxiliar na alfabetização de pessoas com Síndrome de Down
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Resumo
Para uma pessoa com Síndrome de Down(SD) que esteja inserido no ensino básico, a construção do conhecimento na fase de alfabetização em muitos lugares é complexa, uma vez que as instituições de ensino muitas vezes não apresentam uma organização e/ou cenários ou profissionais habilitados para ajudar na aprendizagem desses indivíduos, causando problemas no processo de ensino-aprendizagem (ALVES, 2011). Entre esses obstáculos, é considerável salientar a carência de ações pedagógicas específicas que englobam tecnologias no desenvolvimento de alfabetização de discentes com SD (LUIZ et al., 2008). Neste contexto, já foram debatidas alternativas de uso de recursos tecnológicos para auxiliar na aprendizagem, como software educacional (SANCHO et al., 2008) usando interfaces naturais (ENAP, 2022), processamento de linguagem natural (COLLINS, 2003) e sistemas inteligentes (Distance Learning Center, 2017). Apesar disso, uma brecha considerável verificada no referencial teórico é a lacuna de elaborações de trabalhos na utilização de ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) como mediador no desenvolvimento da alfabetização como uma formação complementar e personalizada. Bem como, uma ontologia de escolha e configuração de AVA que leve em conta as condições de aprendizagem de alunos com SD. Neste sentido, o objetivo deste resumo é apresentar uma ontologia de apoio na escolha e customização de um ambiente virtual de aprendizagem que seja aplicada ao ensino de pessoas com síndrome de Down em seu desenvolvimento no processo de alfabetização, direcionado no uso de recursos tecnológicos (em específico ambientes virtuais de aprendizagem), considerando os aspectos organizacionais, metodológicos e tecnológicos. Assim, este estudo, apresenta uma perspectiva de customização da interação de ambientes virtuais de aprendizagem para indivíduos com SD (E-down) através de um método de análise e avaliação de ambientes virtuais de aprendizagem considerando as necessidades e características de pessoas com SD, desta forma tornando o método E-Down mais inteligente através do desenvolvimento de ontologia para a escolha e customização deste AVA. Todavia, o desenvolvimento da estrutura da ontologia ONTOE-Down, possibilita viabilizar a metodologia E-Down de modo fragmentada, apoiando, assim, para a reutilização de objetos de aprendizagem possibilitando a configuração de ferramentas aberta. Como metodologia de construção da ontologia ONTOE-Down, foi usada a Methontology, com o propósito de apoiar na construção da ontologia e assegurar um artefato adequado das tarefas fundamentais e documentos realizados. Como benefícios de utilização da metodologia, percebeu-se que as tarefas iniciais de especificação e conceitualização ajudam no desenvolvimento de objetos habilitados para melhor orientar no desenvolvimento da ontologia almejada. É interessante destacar que este estudo é provável ser uma premissa para outras pesquisas. Circunstanciais dificuldades, tais como, uma classificação indesejada de uma determinada classe e/ou objeto e/ou característica que não foram apresentadas aqui. Logo, pesquisas mais aprofundadas, com o propósito de resolver tais situações, ainda são primordiais. Para mais, estudos podem ser feitos no sentido de resolver dificuldade mais complexas, como a representação de objetos de aprendizagem mais indicada no processo de alfabetização de pessoas com síndrome de Down alcançados a partir da utilização da metodologia E-Down (MIRANDA et al., 2023) para a escolha e customização de um AVA que seja mais adequado às necessidades de pessoas com SD no processo de alfabetização.Palavras-chave: Síndrome de down; educação básica; ontologia; ambiente virtual de aprendizagem.ReferênciasSANCHO, Juana M: HERNÁNDEZ, Fernando. Tecnologias para transformar a educação.Porto Alegre: Artmed, 2008.ENAP. Especialistas defendem uso da tecnologia para transformar educação. 2022. Disponível em: https://enap.gov.br/pt/acontece/noticias/especialistas-defendem-uso-da-tecnologia-para-transformar-educacao. Acesso em: 26 jan. 2023.Distance Learning Center. 2017. Disponível em: <http://www.nead.feituverava.com.br/index.php/faq/27-quais-as-vantagens-da-educacao-a-distancia>. Acesso em: 10 fev. 2024LUIZ, F.M.R. e; BORTOLI, P.S.D.; FLORIA-SANTOS, M. e N., CASTANHEIRA L. A inclusão da criança com Síndrome de Down na rede regular de ensino: desafios e possibilidades. Rev. bras. educ. espec. [online]. 2008, vol.14, n.03, pp.497-508.MIRANDA, A. F.S.; RODRIGUES, C. M. O. . E-Down: A Methodology to Support the Choice and Configuration of VLEs in the Training of Students with Down Syndrome. In: CISTI'23 - 18th Iberian Conference on Information Systems and Technologies, 2023, Aveiro. CISTI'23 - 18th Iberian Conference on Information Systems and Technologies, 2023.ALVES, Fátima. Para entender Síndrome de Down. Rio de Janeiro. 2 Ed. – Wak Ed., 2011.COLLINS, Michael. Head-Driven Statistical Models for Natural Language Parsing. Computational Linguistics, v. 29, n. 4, p. 589-637, 2003.
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Seção
Engenharia da Computação e Sistemas