Análise comparativa e perspectivas de crescimento do mercado de micro e minigeração de energia elétrica em Pernambuco

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Acácia Mesquita
Gregório Espíndola
Pedro Araújo
Manoel Marinho

Resumo

O Brasil hoje é o maior país no mundo em recepção de raios solares. Esta informação é crucial para o desenvolvimento de um novo mercado de energia: o da micro e minigeração. Esta prática se utiliza, basicamente, de energias renováveis para geração de energia elétrica, tais como: solar, biomassa e eólica. Em Pernambuco, estas formas de geração de energia têm crescido, embora ainda sejam poucas unidades ligadas. Ao todo são 153 unidades ligadas (Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, 2016), entre micro e minigeração, em todo o estado, mostrando que ainda há muito a se explorar. Percebendo isto, muitos técnicos e engenheiros estão pesquisando formas de melhorar os custos para implantação, que são bem elevados, e, assim, aumentar a competividade neste mercado. Como o mercado de energias renováveis em Pernambuco é pouco explorado, é possível que novas empresas entrem neste ramo, fazendo com que cresça a competição por novos clientes. Este mercado traz muitas vantagens (Barbosa, 2014), uma vez que o país passa por momentos de crise energética, sendo necessária, inclusive, a utilização de termoelétricas. Desde 2015, a conta de luz do brasileiro passa a receber o acréscimo das Bandeiras Tarifárias (ANEEL, 2015), o que fez com que o mercado de micro e minigeração ficasse mais atraente ao público residencial também, que teve sua primeira ligação no final de 2013 (Companhia Energética de Pernambuco, 2013). Algumas empresas também vislumbraram a economia que poderia ser realizada através da minigeração de grandes usinas. Quando pequenos geradores estão próximos às cargas, benefícios como menor impacto ambiental e a diversificação da matriz energética brasileira são alcançados. É necessário elevar as perspectivas para uma visão de longo prazo. Em nível mundial, políticas públicas vêm sendo adotadas com a expectativa de se adequar a este modelo de maior segurança energética e sustentável.                O projeto consiste em ponderar o atual cenário do mercado de micro e minigeração de energia em Pernambuco, além de analisar as suas perspectivas de crescimento nos próximos anos. Monitorar o crescimento do mercado local através de acompanhamento junto à distribuidora de energia em Pernambuco por meio de documentos internos, além de divulgações na mídia em geral, bem como balanço lançado pela (ANEEL, 2016). Os aspectos analisados foram: Descrição – se é Micro ou minigeração – Tensão de Fornecimento (T.F.), Potência de Geração (P.G.), Classe (C.L.) – se residencial, comercial, rural, poder público ou industrial – e Data de Ligação (D.L.). Uma vez definidos os aspectos, foi possível fazer um estudo comparativo acerca do desenvolvimento de micro e minigeração em Pernambuco até hoje e fazer um balanço estatístico do crescimento vindouro. O crescimento em Pernambuco é visível ao verificar a evolução da quantidade de unidades ligadas neste curto período de tempo. De 2013 até hoje, existe um total de 152 unidades ligadas, onde 94 foram ligadas somente em 2016, sendo uma de minigeração e 93 de microgeração. Logicamente, a fonte mais utilizada foi a fotovoltaica, com 98% das unidades (CELPE, 2016). Outro ponto interessante é que das unidades ligadas, 58% são residenciais, mas quando observadas as unidades que ainda estão em andamento de ligação há um total de 48% de unidades comerciais, sendo notório o fato de que os custos elevados estão sendo pagos mais facilmente por micro, pequenas e médias empresas, pois estas recebem incentivos financeiros do governo através de programas como o PE Solar (FALCÃO, 2016), que estimula a geração para consumo próprio. Este estudo tem demonstrado que, embora venha crescendo, o mercado de geração distribuída em Pernambuco ainda é embrionário, considerando as potencialidades do estado no que diz respeito aos recursos energéticos renováveis, necessitando ainda de programas incentivadores, já que a implementação da tecnologia tem custo elevado. Inovação que pode agregar economia financeira e consciência ambiental, a implantação da geração distribuída proporciona ao sistema elétrico diversas vantagens ambientais e sistemáticas (BARBOSA, 2014). É necessário também informar os consumidores sobre as oportunidades abertas pelo novo modelo de exploração do setor elétrico.

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Seção
Engenharia Elétrica (Eletrônica/Eletrotécnica/Telecomunicações)

Referências

BRASIL. AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA. Registro de Micro e Mini geradores Distribuídos. Brasília, DF: ANEEL, 2016. Disponível em: . Acesso em: 25 agosto 2016.
PERNAMBUCO. COMPANHIA ENERGÉTICA DE PERNAMBUCO. Microgeração distribuída é realidade em Pernambuco. CELPE, 2013. Disponível em < http://www.celpe.com.br/Noticias/Pages/ligado-primeiro-cliente-de-microgera%C3%A7%C3%A3o-em-pernambuco.aspx >. Acesso em: 15 set. 2016.
BRASIL. AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA. Bandeiras Tarifárias. Brasília, DF: ANEEL, 2015. Disponível em: Acesso em: 01 out. 2016.
BARBOSA, Wilson Pereira; 2014. Geração Distribuída: Vantagens e Desvantagens. Disponível em: Acesso em: 03 out. 2016
BRASIL. AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA. Informações técnicas. Brasília, DF: ANEEL, 2016. Disponível em: < http://www.aneel.gov.br/informacoes-tecnicas/-/asset_publisher/CegkWaVJWF5E/content/geracao-distribuida-introduc-1/656827?inheritRedirect=false/> Acesso em: 20 set. 2016.
PERNAMBUCO. FALCÃO, Rosa. Pequeno Olho na Energia Solar: Empresas apostam nos sistemas de mini e microgeração com o uso da luz do sol para reduzir os custos. É possível produzir até 100% do consumo. Diário de Pernambuco, Pernambuco, 26 jun. 2016. Disponível em: Acesso em: 04 out. 2016.
PERNAMBUCO. COMPANHIA ENERGÉTICA DE PERNAMBUCO. Dashboard Captação CELPE – Microgeração e Minigeração Distribuída. Recife: Celpe, 04 out. 2016. Dashboard_CONS_Captação_04102016.xlsx. 677 kilobytes.