Mapeamento de uma área suscetível a deslizamento em um bairro em Recife-PE, utilizando-se o método AHP.

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Joyce Ingrid De Arandas Sobral
Kalinny Lafayette

Resumo

O desenvolvimento urbano no Brasil ocorreu com maior intensidade em meados da segunda metade do século XX. É possível afirmar que, devido a tal crescimento urbano, o movimento migratório ocorreu, principalmente, no sentido centro-periferia, de cuja periferia, por sua vez, se caracterizava por sua distância a concentração de emprego e suas precárias condições urbanas (G. Ribeiro; Q. Ribeiro, 2021; Neto; Silva; Barbosa, 2022; Nunes; Costa, 2023; Neto et al., 2024). Episódios de deslizamento de terra em encostas ocupadas não são novidade no Brasil. Tais episódios são responsáveis por grande número de mortes e perdas econômicas, sendo possível observar o aumento da intensidade e frequência de tal evento ao longo dos últimos anos (Pfaltzgraff; Torres, 2024). O mapeamento de áreas de risco a deslizamentos pode servir como ferramenta essencial ao estudo do planejamento de novas áreas de expansão urbana, na instalação de novas redes de infraestrutura, como também, auxiliando gestores públicos na antecipação de eventuais problemas que possam surgir em tais áreas (Bispo et al., 2020). Sob essa perspectiva a presente análise busca utilizar o método de análise hierárquica em ambiente SIG (Sistemas de Informação Geográfica) como alternativa para a identificação de uma área de risco a deslizamentos na bairro de Alto José Bonifácio em Recife-PE, cuja ocupação urbana vem aumentando devido às práticas de especulação imobiliária. Como metodologia, realizou-se um levantamento bibliográfico dos critérios condicionantes a deslizamentos para o mapeamento de suscetibilidade a tal desastre por meio do método AHP e do processamento de álgebra de mapas pelo Sistema de Informações Geográfias. Quanto aos resultados os valores encontrados para o índice de consistência e o índice randômico foram 0,10 e 7,89%, obtendo-se uma razão de consistência dentro dos limites recomendados por Saaty (2008), além disso, verificou-se pelos pesos retratados na Matriz de Comparação Pareada que a declividade foi o critério mais relevante com o valor de 0,42, em seguida a hipsometria com 0,26 e a pedologia com 0,16. Com a obtenção do mapa de susceptibilidade, observou-se que o bairro, encontra-se em áreas de baixa e média susceptibilidade a deslizamentos, tendo como resultado, respectivamente, 15,950 ha (27,98%) e 15,577 ha (27,32%) do território, enquanto as áreas de risco muito alto corresponde a 2,621 ha (4,59%) e as de alto risco 7,975 ha (13,99%). O uso do método AHP mostrou-se eficaz para a tomada de decisões estratégicas de expansão urbana, socioambiental e elaboração de ferramentas de auxílio a áreas de risco a deslizamento.
O desenvolvimento urbano no Brasil ocorreu com maior intensidade em meados da segunda metade do século XX. É possível afirmar que, devido a tal crescimento urbano, o movimento migratório ocorreu, principalmente, no sentido centro-periferia, de cuja periferia, por sua vez, se caracterizava por sua distância a concentração de emprego e suas precárias condições urbanas (G. Ribeiro; Q. Ribeiro, 2021; Neto; Silva; Barbosa, 2022; Nunes; Costa, 2023; Neto et al., 2024). Episódios de deslizamento de terra em encostas ocupadas não são novidade no Brasil. Tais episódios são responsáveis por grande número de mortes e perdas econômicas, sendo possível observar o aumento da intensidade e frequência de tal evento ao longo dos últimos anos (Pfaltzgraff; Torres, 2024). O mapeamento de áreas de risco a deslizamentos pode servir como ferramenta essencial ao estudo do planejamento de novas áreas de expansão urbana, na instalação de novas redes de infraestrutura, como também, auxiliando gestores públicos na antecipação de eventuais problemas que possam surgir em tais áreas (Bispo et al., 2020). Sob essa perspectiva a presente análise busca utilizar o método de análise hierárquica em ambiente SIG (Sistemas de Informação Geográfica) como alternativa para a identificação de uma área de risco a deslizamentos na bairro de Alto José Bonifácio em Recife-PE, cuja ocupação urbana vem aumentando devido às práticas de especulação imobiliária. Como metodologia, realizou-se um levantamento bibliográfico dos critérios condicionantes a deslizamentos para o mapeamento de suscetibilidade a tal desastre por meio do método AHP e do processamento de álgebra de mapas pelo Sistema de Informações Geográfias. Quanto aos resultados os valores encontrados para o índice de consistência e o índice randômico foram 0,10 e 7,89%, obtendo-se uma razão de consistência dentro dos limites recomendados por Saaty (2008), além disso, verificou-se pelos pesos retratados na Matriz de Comparação Pareada que a declividade foi o critério mais relevante com o valor de 0,42, em seguida a hipsometria com 0,26 e a pedologia com 0,16. Com a obtenção do mapa de susceptibilidade, observou-se que o bairro, encontra-se em áreas de baixa e média susceptibilidade a deslizamentos, tendo como resultado, respectivamente, 15,950 ha (27,98%) e 15,577 ha (27,32%) do território, enquanto as áreas de risco muito alto corresponde a 2,621 ha (4,59%) e as de alto risco 7,975 ha (13,99%). O uso do método AHP mostrou-se eficaz para a tomada de decisões estratégicas de expansão urbana, socioambiental e elaboração de ferramentas de auxílio a áreas de risco a deslizamento.

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Seção
Engenharia Civil