Relações entre Computação Afetiva, Design Emocional e Neurodesign
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Resumo
Introdução: Nos últimos anos, o desenvolvimento tecnológico e o entendimento das emoções humanas têm convergido, promovendo a evolução de campos como a Computação Afetiva, o Design Emocional e o Neurodesign. A Computação Afetiva visa criar sistemas que reconheçam e respondam às emoções, enquanto o Design Emocional se concentra em criar produtos que evocam respostas emocionais específicas. O Neurodesign por sua vez, utiliza princípios da neurociência para informar o design de produtos e ambientes digitais. A interseção desses campos visa explorar como as emoções influenciam a interação humana com tecnologias e ambientes, oferecendo novas perspectivas para criar experiências mais personalizadas e adequadas em diferentes contextos. Objetivo do Trabalho: O objetivo deste trabalho é explorar as interconexões entre a Computação Afetiva, o Design Emocional e o Neurodesign, analisando como essas áreas podem se complementar. Pretende-se investigar a aplicação dos princípios da Computação Afetiva no Design Emocional e no Neurodesign para criar experiências que não apenas reconheçam, mas também influenciem as emoções dos usuários de forma positiva. Adicionalmente, o trabalho busca identificar metodologias consolidadas e destacar desafios e oportunidades na integração dessas áreas. Metodologia: Para realizar este estudo, foi conduzida uma revisão bibliográfica integrativa utilizando as bases de dados IEEE Xplore, ACM Digital Library e Scopus. Foram selecionados artigos e livros relevantes publicados entre 2018 e 2024, incluindo estudos empíricos, revisões teóricas e trabalhos interdisciplinares. A análise foi organizada em torno dos temas principais: Computação Afetiva, Design Emocional e Neurodesign. A análise qualitativa permitiu identificar pontos de convergência e divergência entre os campos, além de metodologias aplicáveis ao design centrado nas emoções. Resultados: A revisão indicou que a Computação Afetiva fornece uma base essencial para o Design Emocional e o Neurodesign. Tecnologias como sensores de biofeedback, reconhecimento de voz, monitoramento e análise de expressões faciais e corporais são fundamentais para entender e responder às emoções dos usuários em tempo real. No Design Emocional, essas tecnologias podem ser utilizadas para ajustar dinamicamente as características de um produto ou interface, como iluminação ou som, conforme o estado emocional detectado (ALGHARABAT et al., 2019). No Neurodesign, princípios neurocientíficos ajudam a identificar como estímulos sensoriais específicos podem evocar emoções ou estados mentais desejados, como tranquilidade ou alerta (KRISHNA, 2018). No campo do Neurodesign, a integração de dados afetivos e princípios neurocientíficos permite a criação de ambientes que promovem bem-estar e desempenho cognitivo. Por exemplo, estudos demonstram que a utilização de cores, formas e sons específicos pode influenciar positivamente o humor e a produtividade. A Computação Afetiva, ao monitorar as reações emocionais em tempo real, pode ajustar esses elementos para otimizar o ambiente conforme necessário. O Design Emocional, apoiado pelo Neurodesign, pode criar experiências mais profundas e personalizadas. A compreensão das bases neurológicas das emoções possibilita o design de produtos que não apenas são funcionais, mas que também ressoam emocionalmente com os usuários. A tecnologia de Computação Afetiva pode personalizar essas experiências, adaptando-se aos estados emocionais dos indivíduos em tempo real (LIU et al., 2020). Conclusões: A interseção entre Computação Afetiva, Design Emocional e Neurodesign oferece um potencial significativo para a criação de tecnologias e ambientes que reconhecem e influenciam emoções. Esta integração pode resultar em inovações em diversas áreas, incluindo saúde, educação, entretenimento e bem-estar. No entanto, são necessários cuidados com questões éticas e técnicas, como a privacidade dos dados emocionais e a complexidade de modelar emoções dinâmicas. Futuros estudos devem focar no desenvolvimento de metodologias que unam esses campos de forma interdisciplinar, estabelecendo diretrizes claras para um design centrado no ser humano.
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Seção
Engenharia da Computação e Sistemas