ODS 6 no Brasil: Análise de indicadores de Monitoramento do Acesso à Água e ao Saneamento
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Resumo
O saneamento básico brasileiro permanece marcado por desigualdades estruturais que comprometem a universalização dos serviços essenciais e o cumprimento das metas do ODS 6. Este estudo teve como objetivo avaliar em que medida os indicadores nacionais de abastecimento de água, esgotamento sanitário, índice de tratamento de esgoto e perdas de água na distribuição revelam disparidades regionais e quais são suas implicações para a universalização dos serviços de água e esgoto. Foram analisados dados oficiais do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) e do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC-BR), agregados por unidade federativa e comparados às metas nacionais, incluindo o cálculo da média estadual dos registros de doenças relacionadas ao saneamento inadequado (DRSAI). Os resultados mostram avanços pontuais, especialmente no Distrito Federal, que apresenta cobertura quase universal e desempenho operacional elevado. Entretanto, revelam também déficits persistentes nas regiões Norte e Nordeste, com altas perdas na distribuição, baixa cobertura de esgotamento sanitário e forte variabilidade no índice de tratamento do esgoto coletado. Embora todos os estados apresentem valores de DRSAI abaixo da meta, esse padrão pode refletir subnotificação em áreas com infraestrutura precária. Conclui-se que o país avança de forma fragmentada e insuficiente para cumprir o ODS 6 no prazo estabelecido. O estudo evidencia a necessidade de políticas regionais direcionadas e de investimentos estruturantes capazes de reduzir desigualdades históricas e orientar estratégias de gestão hídrica mais equitativas.
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Como Citar
Amarante, C., Silva, S., Frangakis, H., & Monteiro, C. (2026). ODS 6 no Brasil: Análise de indicadores de Monitoramento do Acesso à Água e ao Saneamento. Revista De Engenharia E Pesquisa Aplicada, 11(4), 91-98. https://doi.org/10.25286/repa.v11i4.3961
Seção
Edição Especial Ingenia
